quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A metáfora do relógio nos leva a pensar como surgiu a ciência da forma que conhecemos: uma ciência fundamentada na produção do conhecimento, tendo nas estruturas matemáticas sua base.

Segundo, Felipe Serpa, Galileu introduziu um novo caráter ao processo do conhecimento, a partir de novos critérios que eram a relação e a quantidade, em oposição, a essência e a qualidade da idade média, desde então, a razão passou a comandar o processo de produção do conhecimento. Descartes foi o responsável por concluir o pensamento sobre a visão relacional de Galileu, separando a emoção da razão.

Ainda de acordo com o autor, no medievo a percepção era centrada na essência e na qualidade e seu substrato era teológico. Na modernidade, a percepção é centrada na quantidade e na relação, e seu substrato é tecnológico. A base do novo pensamento cientifica é a historicidade e o fundamento da percepção seria a práxis, entendida como atividade humana.

A convivência entre os indivíduos, a troca de experiências e o construir juntos tornaria um homem naturalizado e a natureza humanizada em uma relação de interdependência com fluxos contínuos não lineares.

Pretto, Nelson de Lucca (organizador). Tecnologia e novas educações: crise contemporânea. ADUFBA. Salvador, 2005.

O PROFESSOR NA ERA DIGITAL

Reflexão da aula sobre o papel do professor frente as mudanças na sociedade.
Atividade baseada no texto de Celso Antunes.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Reflexões sobre educação e consumo

A sociedade em que vivemos direciona as necessidades dos indivíduos. Desejos tornam-se necessidades, quem não conhece pessoas que não dominam a lingua escrita, mas que possuem um celular top de linha.

A obrigação de ter produtos caros e modernos está pautada na crença de que o valor da pessoa humano pode ser quantificado pelos bens que possui. Esta crença é disseminada a cada instante por todos os meios de comunicação de massa. Propagandas imundam nossas vidas, atingindo diretamente crianças e adolescentes de todas as camadas sociais, contribuindo para o aumento da violência em nossas cidades. Diariamente nos deparamos com notícias de jovens que matam e morrem com causa de um tênis, de um celular.

As causas do aumento da criminalidade são muitas: baixa escolaridade, desemprego, aumento do uso de drogas, gravidez na adolescência, falta de políticas públicas para a população de baixa renda e o aumento acelerado do consumo.

Nós educadores conhecemos bem o efeito devastador do apelo do consumo nas vidas de nossos educandos, muitos deles abandonam a escola para trabalhar e, em alguns casos, para entrar no mundo crime.

A prof. Elisabeth trouxe para o curso números que demonstram como as agências publicitárias estudam minuciosamente o comportamento das pessoas em cada faixa etária e como os produtos são fabricados para atingir cada público. Diante do exposto devemos refletir nosso papel na sociedade: somos meros consumidores manobrados pela mídia ou somos consumidores com consciência crítica?

De acordo com prof. André Lemos, a cultura massiva pré-digital formava apenas leitores, mas a cibercultura rompe com o monopólio do pólo de emissão e permite que além de falar, possamos escrever e nos agregar livremente. O individuo nesta nova reconfiguração é leitor e produtor de conteúdo, em um movimento não linear de construção de conhecimento. Cabe a escola se apropriar da linguagem digital e reconfigurar sua forma de informar e produzir conhecimento.

Segundo Nelson Pretto, as escolas que tenham em suas propostas pedagógicas uma inserção maior no mundo da mídia. Aqui também num duplo sentido: de um lado, com a presença de programas, emissões, emissoras e todas as fontes possíveis de informação. De outro, como possibilidade de efetivamente produzir. Com a possibilidade de fazer de cada espaço escolar um espaço de produção coletiva e, principalmente, de emissão de significado, construirão o que Pierre Lévy chama de inteligência coletiva.

A cidadania é um exercício diário de reflexão e ação dos direitos e deveres de cada membro na coletividade e a escola é um dos ambientes propícios para esta reflexão, devemos estimular o debate em nossas classes demonstrando ao educando que ele também é responsável por uma sociedade melhor.

· Referências bibliográficas

· Suje as mãos! Veja texto de Nelson Pretto, publicado no TerraMagazine (17/01) e no Jornal ATarde (18/01)

· PRETTO, Nelson. Linguagens e Tecnologias na Educação. In: CANDAU, Vera (org). Cultura, linguagem e subjetividade no ensinar e aprender. Rio de Janeiro: DP&A, 2000. p. 161-182. Disponível em

· Lemos, André. O que cibercultura? Trecho do debate “ Educar na cultura digital” – Bienal de São Paulo - 2010