quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Corpos amputados e profetizados: “naturalizando” novas formas de habitar o corpo na contemporaneidade


Os avanços tecnológicos e científicos dão contornos de perfeição aos corpos. Chegamos ao século XXI consumindo cada vez mais bens materiais, conteúdos culturais e fórmulas miraculosas de uma vida feliz, sadia e longínqua, ou seja, somos bombardeados a cada instante por imagens, mensagens publicitárias que nos prometem o elixir da juventude, da beleza e do bem estar sem sacrifício.

A tecnologia nos oferece possibilidades infinitas de tornar o corpo jovem e perfeito. Mas, quando o individuo é surpreendido com uma causalidade como uma doença ou acidente que lhe ampute um membro, a amputação segundo Paiva (2009) ocasiona a morte real de uma parte do individuo, como também, da morte simbólica de um estilo de vida, de uma forma de ser e de uma identidade.

A autora nos leva a refletir sobre o processo de renascimento e apropriação do corpo amputado pelo individuo. A prótese antes um objeto estranho torna-se paulatinamente parte integrante do ser que reconstrói com auxilio da tecnologia o seu corpo, a sua identidade.



Reflexão feita a partir do texto: Corpos amputados e profetizados: “naturalizando” novas formas de habitar o corpo na contemporaneidade. Luciana Laureano Paiva. 2009

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